Tudo sobre Inteligência Artificial
Algumas empresas que apostaram forte na substituição de funcionários por inteligência artificial estão repensando decisões. Ford, IBM e o Commonwealth Bank of Australia aparecem nesse movimento — e isso não é exatamente discreto.
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O ponto curioso é que a promessa era de eficiência. Na prática, nem sempre funcionou assim, explica a CNBC.

A Ford e o retorno dos engenheiros
Na Ford, a mudança foi direta: recontratação de engenheiros experientes depois que sistemas automatizados não deram conta de problemas de qualidade.
A empresa reconhece que a IA ajuda, mas depende muito do contexto.
A inteligência artificial é uma ferramenta fantástica, mas sua eficácia depende da qualidade das informações usadas para treiná-la.
Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware veicular da Ford, à CNBC.
E aqui vale um detalhe simples: quando o problema fica complexo demais, a máquina não resolve sozinha.

Quando o sistema não aguenta o volume
No Commonwealth Bank of Australia, mais de 40 funcionários foram substituídos por um chatbot de voz. A ideia era reduzir carga de atendimento.
Mas aconteceu o contrário. O volume de chamadas aumentou e o banco precisou voltar atrás e reabrir vagas.
Um sindicato do setor financeiro chegou a dizer que a reversão foi uma vitória para trabalhadores — e, nos bastidores, um reconhecimento de que a substituição tinha ido longe demais.
IBM e o limite do automatizado
A IBM seguiu um caminho parecido. Automatizou grande parte do atendimento interno, com cerca de 94% das solicitações resolvidas por IA. Só que os 6% restantes — justamente os mais difíceis — criaram o gargalo.
- 39% dos líderes demitiram por causa da IA
- 55% admitem que erraram nas decisões
- 32% recontrataram depois
- IA funciona bem na rotina, mas falha no complexo
“Se não continuarmos investindo na contratação de profissionais em início de carreira, o que acontecerá daqui a três ou cinco anos?”, questionou Nickle LaMoreaux, da IBM.

O que está realmente acontecendo aqui
Talvez não seja um “retrocesso” contra a IA. Não exatamente.
O que parece estar acontecendo é um ajuste fino — meio atrasado, em alguns casos — sobre o que a tecnologia realmente entrega no dia a dia.
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A IA continua sendo usada, isso não mudou. Mas a ideia de substituir totalmente pessoas está perdendo força quando o trabalho exige julgamento, contexto e um pouco de improviso humano.
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E isso, na prática, não sumiu. Só ficou mais evidente.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Fonte: Olhar Digital


