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IA falha em tarefas e empresas voltam a contratar humanos

IA falha em tarefas e empresas voltam a contratar humanos

Algumas empresas que apostaram forte na substituição de funcionários por inteligência artificial estão repensando decisões. Ford, IBM e o Commonwealth Bank of Australia aparecem nesse movimento — e isso não é exatamente discreto.

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O ponto curioso é que a promessa era de eficiência. Na prática, nem sempre funcionou assim, explica a CNBC.

Close-up de executivo humano e braço robótico branco colaborando em mesa com relatórios de dados impressos e gráficos corporativos.
A promessa de substituir humanos por IA enfrenta desafios quando tarefas complexas entram em cena. – Imagem: Taris Tonsa / Shutterstock

A Ford e o retorno dos engenheiros

Na Ford, a mudança foi direta: recontratação de engenheiros experientes depois que sistemas automatizados não deram conta de problemas de qualidade.

A empresa reconhece que a IA ajuda, mas depende muito do contexto.

A inteligência artificial é uma ferramenta fantástica, mas sua eficácia depende da qualidade das informações usadas para treiná-la.

Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware veicular da Ford, à CNBC.

E aqui vale um detalhe simples: quando o problema fica complexo demais, a máquina não resolve sozinha.

Como a Inteligência Artificial vai mudar sua rotina em 2026
Empresas percebem que substituir totalmente pessoas por IA pode gerar mais custos do que eficiência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quando o sistema não aguenta o volume

No Commonwealth Bank of Australia, mais de 40 funcionários foram substituídos por um chatbot de voz. A ideia era reduzir carga de atendimento.

Mas aconteceu o contrário. O volume de chamadas aumentou e o banco precisou voltar atrás e reabrir vagas.

Um sindicato do setor financeiro chegou a dizer que a reversão foi uma vitória para trabalhadores — e, nos bastidores, um reconhecimento de que a substituição tinha ido longe demais.

IBM e o limite do automatizado

A IBM seguiu um caminho parecido. Automatizou grande parte do atendimento interno, com cerca de 94% das solicitações resolvidas por IA. Só que os 6% restantes — justamente os mais difíceis — criaram o gargalo.

  • 39% dos líderes demitiram por causa da IA
  • 55% admitem que erraram nas decisões
  • 32% recontrataram depois
  • IA funciona bem na rotina, mas falha no complexo


“Se não continuarmos investindo na contratação de profissionais em início de carreira, o que acontecerá daqui a três ou cinco anos?”, questionou Nickle LaMoreaux, da IBM.

Logo da Ford na fachada de um prédio
Casos como Ford e IBM mostram que automação precisa de equilíbrio com trabalho humano. – Imagem: Alexander Fedosov/Shutterstock

O que está realmente acontecendo aqui

Talvez não seja um “retrocesso” contra a IA. Não exatamente.

O que parece estar acontecendo é um ajuste fino — meio atrasado, em alguns casos — sobre o que a tecnologia realmente entrega no dia a dia.

Leia mais:

A IA continua sendo usada, isso não mudou. Mas a ideia de substituir totalmente pessoas está perdendo força quando o trabalho exige julgamento, contexto e um pouco de improviso humano.

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E isso, na prática, não sumiu. Só ficou mais evidente.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Fonte: Olhar Digital

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