Tudo sobre Inteligência Artificial
A Microsoft usou o Build 2026 para mostrar que sua próxima fase de inteligência artificial não ficará restrita a chatbots. A empresa apresentou nesta terça-feira (02) novidades que passam por hardware dedicado, agentes capazes de atuar em segundo plano, ferramentas para desenvolvedores, modelos próprios de IA e avanços em computação quântica.
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De acordo com o The Verge, os anúncios foram feitos durante a abertura do evento, em uma apresentação conduzida pelo CEO Satya Nadella e outros executivos da companhia.
Microsoft quer levar IA para dentro dos dispositivos
Um dos principais destaques foi o Surface RTX Spark Dev Box, um mini PC criado para desenvolvedores que precisam executar modelos de IA localmente.
O aparelho vem com o novo chip Spark RTX, da Nvidia, baseado em arquitetura Arm, e 128 GB de memória unificada. Esse tipo de memória é compartilhado por diferentes partes do sistema, o que pode ajudar em tarefas pesadas de IA.

Segundo o The Verge, o dispositivo chega como uma alternativa ao kit de desenvolvimento da Qualcomm que acabou sendo cancelado.
O novo Surface também terá uma versão pré-configurada do Windows 11 Pro, com modo escuro ativado por padrão, barra de tarefas simplificada e sem widgets. Ferramentas como Visual Studio Code e GitHub Copilot virão instaladas.
A Microsoft ainda não informou preço nem ficha técnica completa. O lançamento está previsto para os Estados Unidos ainda este ano.
Windows será adaptado para desenvolvedores e agentes de IA
O Build 2026 também trouxe uma atualização importante para o Windows. A Microsoft quer tornar o sistema mais útil para desenvolvedores e, ao mesmo tempo, prepará-lo para uma rotina em que agentes de IA executem tarefas no computador.
Entre as novidades está a chegada do Coreutils ao Windows 11. Segundo a Microsoft, trata-se de um conjunto de utilitários de linha de comando semelhantes aos usados no Linux, mas rodando nativamente no sistema.
A empresa também anunciou avanços no Windows Subsystem for Linux, o WSL. A ferramenta passará a permitir criar, executar e interagir com contêineres Linux dentro do Windows.
Outro recurso apresentado foi o Intelligent Terminal, um terminal capaz de fornecer contexto para agentes de IA usados por desenvolvedores.
Scout será assistente sempre ativo no Microsoft 365
A Microsoft também apresentou o Scout, um assistente de IA sempre ativo baseado no OpenClaw, plataforma aberta de agentes de IA que ganhou popularidade neste ano.
O Scout será integrado a aplicativos como Outlook, OneDrive e Microsoft Teams. A ideia é que ele trabalhe em segundo plano em tarefas corporativas, como organização de calendários, gestão de relatórios de despesas e redação de e-mails.
De acordo com o The Verge, o Scout faz parte de uma família maior de agentes chamada “Autopilot”. Cada agente deverá ter uma identidade própria e funções específicas.
Por enquanto, o assistente será lançado em prévia para desktop para clientes Frontier nos Estados Unidos. A Microsoft afirma que pretende ampliar o acesso no futuro.
Project Solara mira agentes entre vários dispositivos
Outro anúncio relevante foi o Project Solara, um sistema operacional baseado em Android criado para rodar agentes de IA em diferentes dispositivos.
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A proposta é permitir que esses agentes acompanhem o usuário em mais de um aparelho, funcionando como complemento ao PC ou transferindo tarefas de um dispositivo para outro.
A Microsoft desenvolveu o projeto em parceria com Qualcomm e MediaTek. Durante a apresentação, a empresa mostrou exemplos de equipamentos que poderiam usar o sistema, como um hub de mesa e um crachá digital.
Microsoft avança em modelos próprios de IA
O evento também reforçou um movimento estratégico da Microsoft: desenvolver seus próprios modelos de inteligência artificial, reduzindo a dependência de tecnologias externas.
A companhia anunciou sete novos modelos no Build 2026. O principal deles é o MAI-Thinking-1, apresentado como o primeiro modelo de raciocínio da Microsoft.
O modelo tem 35 bilhões de parâmetros ativos e janela de contexto de 128 mil tokens. Na prática, isso significa que ele foi projetado para lidar com instruções complexas, analisar grandes volumes de informação e gerar código.
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A Microsoft também apresentou atualizações em modelos voltados para imagem, voz, programação e transcrição.
Agentes de IA terão limites dentro do Windows
Com agentes mais presentes no sistema, a Microsoft também anunciou medidas de segurança para limitar o que essas ferramentas podem acessar.
A principal novidade é o Microsoft Execution Containers, chamado de MXC. O recurso permite que desenvolvedores definam barreiras para a atuação dos agentes de IA no computador.
A companhia também anunciou um aplicativo complementar do OpenClaw para Windows. Ele permitirá criar um agente próprio ou conectar agentes já existentes, que serão executados em um ambiente isolado.
Esse tipo de ambiente, conhecido como sandbox, restringe o acesso do software ao sistema principal e ajuda a reduzir riscos de segurança.
Chip Majorana 2 mira futuro da computação quântica
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Fora do campo da IA generativa, a Microsoft também apresentou o Majorana 2, sua nova geração de chip para computação quântica.

A empresa afirma que o componente usa qubits mil vezes mais precisos. Qubits são as unidades básicas de informação em computadores quânticos, equivalentes ao papel dos bits na computação tradicional.
A Microsoft atribui o avanço a uma nova composição de materiais, que inclui chumbo e outros compostos.
Com o Majorana 2, a companhia afirma estar mais próxima de sua meta de criar um computador quântico prático até 2029.
Build 2026 mostra Microsoft mais independente em IA
Os anúncios do Build 2026 mostram uma Microsoft tentando controlar mais partes da cadeia de inteligência artificial.
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A empresa apresentou hardware para rodar IA localmente, modelos próprios, agentes integrados ao Microsoft 365, ajustes no Windows e mecanismos de segurança para limitar a ação dessas ferramentas.
O recado do evento é claro: a Microsoft quer que a IA deixe de ser apenas uma camada adicionada aos produtos e passe a funcionar como parte estrutural do Windows, dos dispositivos e dos serviços corporativos.
Fonte: Olhar Digital


